segunda-feira, 16 de março de 2009

Création d'une nouvelle association portugaise de solidarité avec le peuple sahraoui


Lisbonne (Portugal), Une nouvelle association de soutien et d’amitié avec le peuple sahraoui a vu le jour récemment à Lisbonne, capitale du Portugal, a indiqué la représentation du Front Polisario au Portugal.

La cérémonie a été annoncée par le président de l’ association, Antonio Batista da Silva en présence des membres de l’association comprenant une cinquantaine de personnalités représentant le monde de la culture, de la justice, des députés portugais, des acteurs sociaux et les ONG, en plus de l'association d’amitié avec le Sahara occidental.

Le représentant du Front Polisario auprès du Portugal, Edda Hmoim a exprimé la gratitude du peuple sahraoui au peuple et aux institutions du Portugal, en reconnaissance à sa solidarité avec le peuple sahraoui et sa juste cause pour son indépendance.

Le but de cette association s’inscrit dans le cadre du soutien au peuple sahraoui, sensibiliser l’opinion portugaise autour de la juste cause de ce peuple, afin que le Portugal puisse jouer un rôle similaire dans la décolonisation du Timor oriental, a ajouté le diplomate sahraoui.

D'autre part, le représentant du Front Polisario auprès du Portugal et le président de l’association, ont fait des déclarations à la presse concernant la constitution de cette association, les derniers développements de la question du Sahara Occidental, a conclu la même source.

New Amnesty report highlights Moroccan repression of human rights defenders in occupied Western Sahara


In a new report, Amnesty International has highlighted Moroccan repression against Western Saharan human rights defenders. The report covers the problems faced by human rights defenders across the Middle East .

In Western Sahara , as elsewhere in the region, politically motivated administrative impediments have been used to prevent human rights groups obtaining legal registration and curtailing their scope of activities. Thus, the authorities in Layoune have repeatedly refused to acknowledge receipt of the registration application filed by the Association of Victims of Grave Human Rights Violations Committed by the Moroccan State (Association Sahraouie des Victimes des Violations Graves commises par l’Etat Marocain, ASVDH), leaving it in a precarious legal situation. As it is not officially registered, its members are vulnerable to arrest and detention for belonging to an “unauthorized” organization. Brahim Sabbar, the Secretary General of ASVDH, was sentenced to a two-year prison term on this ground among others before his release in June 2008.

Another human rights network, the Collective of Sahrawi Human Rights Defenders, was unable to hold its founding congress on 7 October 2007 because the local authorities refused to acknowledge their request for authorization of a public meeting.

Sahrawi human rights activists also face direct harassment by the Moroccan authorities. For example, activists and friends of Brahim Sabbar were prevented from visiting him by a heavy security presence around his house following his release from prison in June 2008. On a separate occasion he was warned against visiting the Layoune neighbourhood where other ASVDH members reside. Several Sahrawi human rights defenders have been prevented from travelling abroad to attend international human rights conferences and meetings.


Le plan marocain d'''autonomie au Sahara occidental n'assure pas le succès aux négociations (ministre sahraoui)


Bir Lehlou (territoires sahraouis libérés), L'attachement du Gouvernement marocain, au plan d"'autonomie" au Sahara occidental, ne concourt pas au succès du 5ème round des négociations entre le Polisario et le Maroc, a estimé le ministre des Affaires étrangères, Mohamed Ould Salek, dans une déclaration rendue publique dimanche.

M. Ould Salek qui s'exprimait en réaction à une déclaration du ministre des Affaires étrangères marocain, a souligné que l'attachement du Maroc au plan dit d"'autonomie comme cadre de solution pour le conflit de décolonisation du Sahara occidental, n'intervient pas pour créer l'atmosphère propice afin d'assurer le succès du 5ème round des négociations entre le Front Polisario et le Maroc".

Il a ajouté, dans le même cadre, que "la démarche marocaine entrave la construction du Maghreb arabe, la cohésion, la paix et la stabilité dans la région". "Il est clair que la Maroc persiste, malheureusement, dans son attitude d'intransigeance traditionnelle, en s'accrochant à l'impossible légitimation de son fait colonial au Sahara occidental", a-t-il déploré.

Le ministre des AE considère, dans sa déclaration, que "le plan marocain +d'autonomie+ présenté par Rabat, comme la seule solution à prendre ou à laisser, constitue aujourd'hui un obstacle pour une solution juste et durable au conflit du Sahara occidental".

Il a rappelé, à cet effet, que la solution au conflit "ne peut se concevoir en dehors de la pleine satisfaction des droits légitimes et inaliénables du peuple sahraoui à l'autodétermination et à l'indépendance".

"C'est regrettable qu'en plein XXIème siècle, le Gouvernement marocain gaspille vainement tant de moyens et d'énergies, pour perpétuer le colonialisme, phénomè anachronique, dépassé et condamné à la disparition", a-t-il conclu.

domingo, 15 de março de 2009

Sara Ocidental: ONU deve aplicar legalidade internacional - representante Polisario


Lisboa, 12 Mar (Lusa) - A esperança dos sarianos ocidentais e da comunidade internacional no emissário do secretário-geral da ONU para o Sara Ocidental, o norte-americano Christopher Ross, reside na aplicação da legalidade, defendeu hoje o representante da Frente Polisario em Portugal.

Adda Brahim Hmeim falava na apresentação pública da Associação Portugal-Sara Ocidental, que decorreu no Espaço Timor, em Lisboa.

"A esperança do povo sariano ocidental e da comunidade internacional no novo representante especial - do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para o Sara Ocidental, o norte-americano Christopher Ross - (...) reside na aplicação da legalidade", declarou à Agência Lusa.

Para o representante da Frente Polisario, "há três opções sobre a mesa - a independência, a autonomia e a incorporação a Marrocos - mas é preciso dar a palavra ao povo sariano ocidental e que ela seja respeitada pelo emissário (de Ban Ki-moon)", explicou.

"Se (Christopher) Ross quiser ter êxito na sua mediação [ao contrário dos seus anteriores homólogos em funções, o também norte-americano James Baker e o holandês Peter van Walsum, que fracassaram] contando com o apoio da Frente Polisario, deverá perceber que nada, nem ninguém, se poderá sobrepôr à decisão do povo sariano ocidental", frisou.

Por seu turno, segundo o presidente da Associação, o académico António Baptista da Silva, "Portugal e os portugueses podem ter um papel a desempenhar, dado conhecerem bem uma situação muito semelhante, a de Timor-Leste".

"O que está em causa com a questão do Sara Ocidental é permitir que o povo sariano ocidental - recenseado pela ONU - possa exercer o direito à autodeterminação através de um referendo, no qual escolherá entre a independência ou a integração em Marrocos", disse à Lusa.

"E é aqui que Portugal poderá ter um papel determinante, em virtude da amizade com países da região e do conhecimento acumulado de todo o contencioso de Timor-Leste", concluiu.

A Associação Portugal-Sara Ocidental pretende renovar a solidariedade com o povo sariano ocidental e defender o direito de auto-determinação na ex-colónia espanhola administrada por Marrocos desde 1975.

Portugal e a Argélia assinaram em Junho de 2008, no âmbito da II Cimeira Luso-Argelina, uma declaração conjunta de apoio à missão das Nações Unidas - MINURSO, no terreno desde 1991 - para alcançar uma solução "mutuamente aceitável" no Sara Ocidental, tendo em vista a autodeterminação do povo sariano ocidental.

Nos planos da Associação, a par do intercâmbio cultural está a prestação de ajuda médica e humanitária às populações que vivem em quatro campos de refugiados no Sul da Argélia e nos territórios libertados, a identificação de famílias de acolhimento portuguesas para receberem crianças sarianas ocidentais em períodos de férias e a criação de cursos de formação académica e profissional para jovens estudantes e trabalhadores daquele território.

O estatuto final do Sara Ocidental, antiga colónia espanhola anexada por Marrocos em 1975, está por determinar desde o cessar-fogo de 1991, mediado pela ONU, que não conseguiu realizar posteriormente um referendo para o efeito.

Marrocos recusa a aplicação dos acordos assinados em 1997, que previam o referendo para a autodeterminação.

Cerca de 80 por cento do Sara Ocidental é controlado e administrado por Marrocos, enquanto a Frente Polisário, apoiada pela Argélia, controla 20 por cento.

A Frente Polisário proclamou em 1976 a República Árabe Sariana Democrática, que reivindica a soberania sobre o Sara Ocidental e foi reconhecida em 1982 pela União Africana (então Organização da Unidade Africana), o que levou Marrocos a abandonar a organização.

No início do conflito armado com Marrocos, vários milhares de sarianos ocidentais deixaram o território, vivendo 165 mil em quatro campos de refugiados na área de Tindufe, Sudoeste da Argélia, na maioria mulheres e crianças.

Cidadãos formam associação de apoio ao Sara



São "várias dezenas de cidadãos de diferentes profissões e muitos intelectuais, políticos e sindicalistas" que hoje constituem o movimento

Políticos, intelectuais, sindicalistas e outros profissionais assinalam esta quinta-feira a criação da Associação Portugal-Sahara Ocidental, com que pretendem “renovar e institucionalizar a solidariedade com o povo da antiga colónia espanhola”.

O Sara Ocidental está ocupado desde os anos 1970 por Marrocos, à semelhança do que aconteceu com Timor-Leste, quando da saída de Portugal daquele território asiático e posterior invasão pela Indonésia. Mas ao contrário da antiga colónia portuguesa, o Sara Ocidental continua numa encruzilhada com o regime de Rabat a protelar a realização de um referendo sobre a autodeterminação, decidido no quadro das Nações Unidas em 1991.

Para ajudar a luta dos sarianos e pressionar as autoridades internacionais “várias dezenas de cidadãos de diferentes profissões e muitos intelectuais, políticos e sindicalistas”, como apresenta o comunicado, associaram-se na Associação, que tem esta quinta-feira o seu acto constitutivo, pelas 18 horas, no apropriado Espaço Timor, na Rua de São Bento, junto à Assembleia da República, em Lisboa.

European MPs/ Western Sahara: UN must monitor human rights


European MPs/ Western Sahara: UN must monitor human rights

A European Parliament delegation hopes that the UN mission in Western Sahara (MINURSO) is responsible to monitor the situation of concern for human rights, according to a MEPs online report Saturday by the newspaper El Pais.

The delegation proposes that the UN mandate includes monitoring the situation of human rights in the region, according to the report alleges that recurrent attacks on human rights in Western Sahara .

“To this end, the United Nations should be able to rely on the agreement of all parties concerned and have access to people,” says the delegation which includes MEPs from Cyprus , Spain , Belgium , d Italy , Austria .

This “ad hoc delegation for Western Sahara” was established in 2005 to investigate on the situation of human rights in this former Spanish colony annexed by Morocco in 1975.

Its report is due to travel on behalf of its members and El Pais has obtained a copy before publication.

According to the report, the delegation noted that three major problems persist in the region. It cites “repeated violations of human rights, including freedom of expression, association, demonstration, communication, movement and access to justice”, “humanitarian issues focusing on the right and facilities given to separate families to meet and precarious living conditions in Tindouf camps and the question of missing persons which requires hard work.”

A cease-fire agreement in 1991 under the auspices of the United Nations ended the military phase of the conflict over Western Sahara . MINURSO (UN Mission for Referendum in Western Sahara ), which monitors its implementation, is based in El Ayoun, capital of the territory.

Western Sahara was annexed by Rabat in 1975 which offers a broad autonomy of the territory under its sovereignty. The Polisario Front, supported by Algeria , rejected the Moroccan initiative and calls for “the right of the Sahraoui people to self-determination.”


Détérioration de la santé de trois prisonniers politiques sahraouis en grève de la faim à la prison de Marrakech


Chahid El Hafed, Les prisonniers politiques sahraouis, Ibrahim Baryaz, Khalihenna Abou El Hassan et Ali Salem Ablagh en grève de la faim, depuis le 13 de février dernier à la prison de Marrakech (Sud du Maroc) se trouvent dans un état de santé critique, selon un communiqué du Comité des défenseurs sahraouis des droits humains à Goulimine (Sud du Maroc).

Le Comité sahraoui a dénoncé avec "force" la détérioation de la santé des prisonniers politiques, interpelant toutes les associations des droits humains de par le monde à intervenir auprès des autorités marocaines pour la libération immédiate et sans conditions, afin de mettre fin aux souffrances des prisonniers politiques sahraouis.

Par ailleurs les forces de sécurité marocaines ont dispersé, jeudi brutalement deux manifestations aux villes d’Assa et Zak situé (sud du Maroc) organisées par des citoyens sahraouis en signe de solidarité avec les prisonniers politiques sahraouis qui se trouvent encore dans les prisons marocaines.

D’autre parte le journaliste sahraoui, Rachid Asghair a été victime, vendredi d’enlèvement par des agents des services de renseignements marocains, pour avoir photographier une tentative d’arrestation des touristes espagnols par les forces de la sécurité marocaine.

"Il faut reconnaître la répression marocaine continue contre les défenseurs sahraouis des droits humains" (ONG)


Genève, L’ONG France liberté a incité, jeudi sur la nécessité de reconnaître la répression marocaine continue contre les défenseurs sahraouis des droits humains dans les territoires occupés du Sahara occidental, au cours de son intervention devant la dixième session du Conseil onusien des droits humains qui se tient à Genève.

"Les droits défenseurs sahraouis des droits humains demeurent violés par des appareils de sécurité marocains sous prétexte d’atteinte à "l’intégrité territoriale" , à déclaré Marion Beetscene, intervenant au nom de France-libertés.

Elle a également exprimé sa préoccupation pour les restrictions imposées aux droits des défenseurs sahraouis des droits de l’homme et rappelant au Gouvernement marocain la pertinence et importance de l’application de l’article 5 de la Déclaration universelle des droits de l’homme.

Enfin, France-Libertés a demandé le Conseil de se saisir de nouveau de la question sahraouie, œuvrer pour la réalisation du droit à l’autodétermination et décider d’une nouvelle mission de la Haute- Commissaire dans la région.

Le Navarre (Espagne) exprime son soutien à la lutte du peuple sahraoui pour son indépendance


Navarre ( Espagne), Le porte parole du Gouvernement autonome de Navarre, Alberto catalan Eguiras a exprimé mercredi le soutien de son Gouvernement à la lutte que mène le peuple sahraoui pour son autodétermination et son indépendance, à l’issue de la réception du représentant du Front Polisario dans cette région, Ahmed Salama.

"Le Gouvernement de Navarre continuera son soutien dans les différents domaines en faveur des réfugiés sahraouis", a ajouté M. Alberto, soulignant qu’"il contribuera aux programmes de vacances d'été pour accueillir des enfants sahraouis à l’instar des autres régions d’Espagne".

Pour sa part, le diplomate sahraoui, a informé son interlocuteur des derniers développements de la question du Sahara Occidental et les perspectives de la reprise des négociations directes entre le Front Polisario et le Maroc sous les auspices de l’ONU.

La présidente du parlement navarrais, Elena Torris avait réaffirmé en octobre dernier à l'ouverture des journées d'études entre le Parlement national sahraoui et celui de Navarre (Espagne), "le soutien ouvert et sans condition du Parlement et du peuple de Navarre au peuple sahraoui jusqu'à la réalisation des ses aspirations à la liberté et à l'indépendance", rappelle-t-on.

Le comité contre la torture se prononce en faveur de la défense des droits humains au Sahara Occidental



Genève, L’assesseur du Comité contre la torture, João Maria Nataf s’est dit "engagé à aider les défenseurs sahraouis pour avoir une meilleure connaissance des différents mécanismes de contrôle et de plainte au sein de l’ONU et d’autres instances", à l’issue de la réception mercredi d’une délégation des défenseurs des droits de l’homme au Palais Wilson à Genève.

M. Nataf s’est également engagé "à fournir les indications nécessaires afin que les requêtes qui seront déposées ultérieurement soient prises en considération et fassent l’objet d’un suivi attentif de la part du Comité contre la torture".

La délégation est composée de M. Christian Viret, Président du BIRDHSO, Mlle Keltoum Irbah, sociologue, membre du BIRDHSO, El Mami Amar Salem, Président du Comité sahraoui contre la tortureà Dakhla (Sahara occidental), Daha Rahmouni, membre de l’ASVDH, Abdeslam Omar Lahcène, Président de l’AFAPREDESA et Abba El Haissan, SG de l’Union des juristes.

La délégation a fait un long exposé sur les graves détériorations des droits de l’homme dans les territoires occupés du Sahara Occidental.

L’IGFM rend publique une déclaration sur les disparitions forcées au Sahara Occidental


Genève, La Société Internationale des Droits de l’Homme (IGFM) a rendu publique mardi une déclaration sous le titre : "les disparitions forcées au Sahara Occidental" devant les participants à la session annuelle du Conseil des droits de l’homme, qui poursuit ses travaux du 02 au 27 mars 2009 à Genève en Suisse.

Depuis plus de 30 ans d’occupation du Sahara Occidental, le Maroc a recouru à différentes méthodes répressives "pour faire taire la voix du peuple sahraoui qui réclame son droit à l’indépendance", a regretté l’IGFM, précisant que les détentions et pratiques de la torture ayant touché toutes les catégories sociales ne sont pas reconnues par les autorités marocaines, et de centaines de détenus sahraouis croupissent toujours dans les geôles marocaines.

Des juristes avaient même évoqué, par le passé, la tentative de génocide du peuple sahraoui.

En dépit du climat de peur qui règne au sein des populations civiles sahraouies et l'ampleur de la répression qui s'abat sur elles depuis de très longues années, plusieurs organisations de défense des droits de l’homme comme Amnesty international et les rares délégations étrangères qui ont visité, pour la première fois en 2002 les territoires sahraouis, ont pu s’enquérir de visu sur la situation réelle au Sahara Occidental, a ajouté la même source.

Le Secrétaire général des Nations unies s’est référé dans ses derniers rapports sur la question des disparus au Sahara Occidental, et dont le Comité International de la Croix Rouge (CICR) demeure saisi, rappelle-t-on.


"Les disparitions forcées au Sahara Occidental sont directement liées au conflit politico-militaire faisant suite à l’annexion et à l’occupation de ce territoire par le Royaume du Maroc. Les détentions et pratiques de la torture, qui ont touché toutes les catégories sociales ne sont pas reconnues par les autorités marocaines, et de centaines de détenus sahraouis croupissent toujours dans les geôles marocaines.

Il s’avère difficile de déterminer le nombre exact de détenus sahraouis, évalués par Amnesty international à 1500, par la FIDH à 850 et plus de 600 selon les estimations de l’association des familles des prisonniers et disparus sahraouis (AFAPREDESA), a indiqué l’IGFM dans sa déclaration.

L’Algérie et le Paraguay mettent en exergue "l’importance" d’une solution juste et durable du conflit au Sahara Occidental


Alger, L’Algérie et le Paraguay ont souligné jeudi, dans un communiqué commun sanctionnant la visite officielle du ministre des Affaires étrangères de la République du Paraguay, M. Alejandro Hamed Franco, par lequel, les deux pays ont mis en exergue "l'importance de parvenir à une solution politique, pacifique, juste et durable" au sujet de la situation au Sahara occidental.

Les ministres des Affaires étrangères des deux pays ont mis en exergue, au sujet de la situation au Sahara occidental, "l'importance de parvenir à une solution politique, pacifique, juste et durable", a indiqué le communiqué, cité par l’Agence de presse algérienne (APS).

A cet effet, les deux parties ont mis en relief "les efforts soutenus et réalisés par les Nations-Unies en vue de parvenir à une solution satisfaisante, pour les parties concernées, qui garantisse le droit à la libre détermination du peuple du Sahara occidental".

Le Paraguay soutient les résolutions des Nations-Unies concernant la question du Sahara occidental, avait indiqué mercredi à Alger, le ministre des Affaires étrangères de la République du Paraguay, M. Alejandro Hamed Franco, rappelle-t-on.

Le Paraguay favorable aux résolutions des Nations-Unies sur le Sahara occidental (MAE paraguayen)


Alger, Le Paraguay soutient les résolutions des Nations-Unies concernant la question du Sahara occidental, a indiqué mercredi à Alger, le ministre des Affaires étrangères de la République du Paraguay, M. Alejandro Hamed Franco.

"Le Paraguay est en faveur de l'action des Nations-Unies et pour une solution pacifique au conflit (du Sahara occidental)", a déclaré M. Franco à la presse à l'issue de son entretien avec son homologue algérien, M. Mourad Medelci.

"Nous demandons aux pays de la région d'apporter leur contribution en vue d'une solution pacifique à ce conflit", a encore souligné le ministre paraguayen.

Réagissant à une déclaration rapportée par les agences de presse internationales dans laquelle le chef de la diplomatie paraguayenne se serait exprimé, suite à son séjour au Maroc, "en faveur de la position" de ce pays dans le conflit du Sahara occidental, il a précisé: "Nous n'avons pas dit ce que ces agences ont rapporté".

"Il y a une déclaration officielle que nous avons signée (le Paraguay et le Maroc), suite à une réunion d'une commission mixte (entre les deux pays)", a ajouté M. Franco, soulignant que "nous avons signé un accord et nous avons alors évoqué la situation au Sahara occidental".

De son côté, M. Medelci a indiqué que les négociations et les pourparlers politiques entre les ministères des Affaires étrangères de l'Algérie et du Paraguay, seront couronnés par la signature d'un accord bilatéral, précisant que le communiqué final commun comprendra des réponses "claires" à certaines interrogations (de la presse), notamment le Sahara occidental.

L’Emissaire du président de la République reçu par le chef du Haut Conseil d'Etat en Mauritanie


Nouakchott, Le ministre des territoires occupés et de la diaspora, Khalil Sid M’Hamed, envoyé spécial du président de la République a été reçu en audience mercredi à Nouakchott par le général Mohamed Ould Abdel Aziz, président du Haut Conseil d'Etat, en Mauritanie.

L'envoyé spécial du président, Mohamed Abdelaziz a indiqué à l’agence mauritanienne d’information (AMI), que sa mission s'inscrit dans le cadre des relations fraternelles profondes qui unissent les deux peuples et les deux Etats.

" Je suis venu essentiellement après la visite du nouvel envoyé spécial du secrétaire général de l'ONU, M. Christopher Ross dans la région, les résultats de cette visite, nos prévisions à ce sujet et la demande adressée à l'ONU par la RASD de continuer de considérer la Mauritanie comme pays observateur de tous les développements et de toutes les solutions au Sahara occidental, comme l'Union Africaine et l'Algérie", a-t-il ajouté.

"Je suis venue donc informer le Président du Haut Conseil d'Etat, le général Mohamed Ould Abdel Aziz des derniers développements au Sahara occidental", a-t-il souligné.

L'audience s'est déroulée en présence de M. Cheyakh ould Ely, directeur de cabinet du chef de l'Etat.

sábado, 14 de março de 2009

L’US Western Sahara Foundation appelle le Président Obama à stopper l’escalade de la violence au Sahara Occidental


Washington (DC), La fondation américaine d’amitié et de solidarité avec la cause sahraouie " U.S.Western Sahara Foundation", a adressé, mardi, à Washington, une lettre au Président Barack Obama, pour lui demander de saisir son administration pour qu’elle intervienne de "façon urgente" à stopper l’escalade de la violence contre les citoyens sahraouis dans la partie occupée au Sahara Occidental.

"Nous vous saisissons au nom de l’US Western Sahara Foundation, une association bipartisane de citoyens américains, pour demander à votre administration de mettre fin immédiatement à la répression brutale et à l'escalade de la violence des autorités marocaines contre la population sahraouie dans les territoires occupés du Sahara occidental", écrivent, dans leur message, Mme Suzanne Scholte et Carlos Wilson, respectivement présidente et directeur exécutif de l’Association.

Plus récemment, la police marocaine a violé une fille sahraouie, Hayat Rguibi (16 ans), à la ville occupée d’El Aaiun, après l’avoir soumise à un interrogatoire au sujet des drapeaux de la RASD et les graffitis du Sahara occidental. Il ya quelques mois seulement, en décembre dernier, la police marocaine a contribué à la mort de deux étudiants qui ont été intentionnellement renversé lors d'un sit-in pacifique, à une station de bus à Agadir (Maroc), a ajouté le texte parvenu à SPS.

La violence contre les Sahraouis dans les territoires occupés du Sahara occidental a été documentée et rapportée par Amnesty International, Human Rights Watch, Freedom House, l'Organisation mondiale contre la torture, Reporters sans frontières, le Haut Commissariat aux droits de l'homme des Nations Unies et le Département d 'État des USA.

Pour les animateurs de l’Association américaine d’amitié et de solidarité avec le peuple du Sahara Occidental ont affirmé qu’"en fait, l'occupation brutale du Sahara occidental par le Maroc, a conduit Freedom House à maintes reprises à qualifier le régime marocain comme l’un des pires régimes du monde".

" Votre élection à la présidence des États-Unis a donné un grand espoir pour le peuple sahraoui, car vous avez déclaré que vous ne pourrez pas abandonner les principes de l'Amérique de l'opportunisme politique", a rappelé la fondation.

De plus, notre Fondation a également été fortement encouragée par le rapport dans le New York Times par lequel vous envisagez "une rupture avec l'administration Bush et de sa politique en faveur du Maroc en ce qui concerne la question du Sahara occidental", la seule colonie en Afrique à être encore sous occupation coloniale.

L’ amitié des USA de longue date avec le Maroc "ne peut pas être une excuse pour ignorer ses violations flagrantes des droits de l'homme contre une population innocente, qui demande simplement de jouir de son droit à l'autodétermination, confirmé par la Cour internationale de Justice et promis par les Nations Unies depuis plus de 17 ans".

La fondation rappelle par ailleurs que sous l’effet de l’occupation marocaine, qui dure depuis plus de trois décennies, le peuple sahraoui continue d’être victime de violences pour le seul crime de vouloir son indépendance.

Elle a en outre formulé l’espoir que "votre leadership pourrait mettre fin aux souffrances du peuple sahraoui et également conduire à la tenue du référendum d’autodétermination", devant permettre au peuple du Sahara Occidental, de choisir librement son futur.

La fondation a enfin lancé un appel pressant à Barak Obama, afin d’amener le Maroc à mettre fin à ses actes de violence contre le peuple sahraoui, dans l’attente d’une solution juste et durable du conflit du Sahara Occidental, conformément au droit international et des principes américains.

Le 8mars à Madrid : les femmes sahraouies revendiquent le droit à l'autodétermination


Madrid, Les femmes sahraouies ont célébré avec panache à Madrid la journée internationale de la femme en organisant une importante manifestation culturelle où les témoignages sur les graves violations des droits de l'homme dans les territoires sahraouis occupés ont été omniprésents.

Organisée à l'auditorium Conde Duque, un haut lieu de la culture madrilène, la rencontre a drainé plusieurs représentants du vaste mouvement de solidarité avec le peuple sahraoui ainsi que des représentantes de dizaines d'associations féminines locales.

La militante sahraouie des droits de l'homme, Fatma Ayach, a ému à cette occasion l'assistance en livrant un témoignage poignant sur "les graves violations de ces droits et les exactions commises systématiquement et quotidiennement par les autorités coloniales marocaines contre la population civile dans les territoires sahraouis".

Agée de 41 ans, Fatma Ayach, a connu l'emprisonnement, les disparitions forcées et les tortures, comme un grand nombre de citoyens sahraouis, pour le seul fait d'avoir participé à des manifestations pacifiques à El Aaiun, la capitale sahraouie occupée, appelant à l'autodétermination du Sahara occidental.

Les larmes et la souffrance de l'exil des femmes et enfants sahraouis présents à cette manifestation ont cédé, l'espace d'un moment, à la liesse générale devant la montée sur scène d'un groupe de jeunes musiciens sahraouis, enflammant la salle par des chansons et des danses du terroir sahraoui.

Enfin, la poétesse sahraouie, Zahra Hasnaoui, a donné lecture d'un manifeste des femmes du Sahara occidental à l'occasion de la journée du 8 mars appelant la communauté internationale à "respecter les résolutions de l'Onu et au respect des droits de l'homme dans le dernier vestige colonial en Afrique".

Tout en saluant les nombreuses militantes sahraouies des droits de l'homme et les autres femmes anonymes, dont la lutte et les efforts "renforcent au quotidien les espoirs en un lendemain de liberté et de dignité", le document en appelle également à "tous les pays et peuples épris de paix et de justice afin de faire leur possible pour mettre fin à la violation de la légalité internationale que suppose l'occupation du Sahara occidental".

Les femmes sahraouies ont exprimé aussi leur détermination à lutter pour "l'autodétermination et la libération" de leur peuple. "Nous croyons fermement en un avenir de liberté. Le peuple sahraoui arrachera tôt ou tard sa liberté et c'est la foi dans cet objectif qui nous oblige à poursuivre le combat pour avoir nos droits en tant que femme et en tant que partie fondamentale dans le devenir de notre nation", conclut le manifeste.

Deux ONG condamnent le pillage des ressources naturelles et la situation des travailleurs sahraouis au Sahara Occidental


Genève, Le Conseil des droits de l’homme, qui poursuit ses travaux à Genève, a approuvé les déclarations écrites, de la Fondation Danielle Mitterrand, France libertés (FDM) sous le titre "Pillage des ressources naturelles au Sahara Occidental" et la la Fédération Syndicale Mondiale (FSM) intitulée "Situation des travailleurs sahraouis dans les territoires occupés du Sahara Occidental".

Après les prospections dans lesquelles plusieurs compagnies internationales sont impliquées, le pillage des ressources naturelles du peuple sahraoui s’étend à bien d’autres domaines tels la pêche, l’exportation des phosphates, voire même la vente de sable pour l’industrie du bâtiment aux Iles Canaries et pour l’aménagement de plages d’origine volcanique de Madeira.

Le dernier transport a été effectué le 31 Mai 2008 et concernait 2800 tonnes de sable nécessaire pour reconstituer la plage de Caheta endommagée par un ouragan, a déploré France libertés dans sa déclaration.

La question de la pêche mérite, elle aussi, d’être étudiée plus en détail puisqu’elle constitue un exemple de l’implication de certaines puissances étrangères dans la déprédation des ressources naturelles du Sahara Occidental, a-t-elle ajouté.

L’Union Européenne a signé un accord injuste avec le Maroc pour l’exploitation de la richesse halieutique dans les eaux territoriales sahraouies. Les chiffres montrent qu’il s’agit d’une catastrophe : sur les 1 200 000 tonnes de poisson capturées par an par des pays de l’Union européenne au large des côtes africaines, environ 900 000 tonnes proviennent des côtes du Sahara occidental, a regretté la FDM.

Le volume de ce marché dépasse les 1 000 millions d’euros, ce qui contribue à renforcer l’occupant et profite à ceux qui pêchent illégalement sur les côtes sahraouies. A ce pillage s’ajoute encore l’utilisation massive de filets maillants et dérivants qui met en péril la préservation des espèces maritimes poursuit la Fondation dans sa déclaration.

France libertés estime, par ailleurs, que les produits vitaux pour l’agriculture, les phosphates intéressent de très près une large majorité de pays. La production des mines de Bou Craa dont l’exploitation avait débuté sous l’occupation espagnole en 1970 s’élève aujourd’hui à environ 3 millions de tonnes soit 10% de la production totale du Maroc contribuant fortement au revenu national de ce pays depuis le début de l’occupation.

Un convoyer belt parmi les plus grands au monde permet de transporter les phosphates sur une distance de plus de 100 kilomètres jusqu’au port d’El Aaiun spécialement conçu pour le transbordement des phosphates et qui peut accueillir des navires minéraliers et des navires de haute mer permettant l’exportation du minerai dans de nombreux pays tant européens qu’asiatiques.

Plusieurs organisations non gouvernementales ont dénoncé depuis longtemps cette situation et publié les noms des sociétés responsables pour ces importations. "Certaines sociétés témoignant leur honnêteté ont pris la décision d’arrêter pour l’instant les importations des phosphates, d’autres ont déclaré que ces activités seraient à leur avis tout à fait légales dans le cadre du droit international, d’autres ont répondu que ces activités profiteraient aussi à la population sahraouie, alors qu’il en est bien le contraire", tel qu’a pu vérifier une mission de France Libertés en 2003.

"En effet outre le pillage de cette ressource fort importante au niveau économique, la plupart des travailleurs des mines a été licenciés au cours des années et les quelques 200 qui y restent ont déclaré tous avoir subis des violations de leurs droits économiques et sociaux, une forte marginalisation dans le cadre de l’industrie des phosphates", conclut France libertés dans sa déclaration écrite.

Dans sa déclaration la Fédération Syndicale Mondiale (FSM) considère, quant à elle, "que tout sahraoui qui affiche ses opinions politiques ou qui milite pour le respect des droits de l’homme dans les territoires sahraouis occupés risque de perdre son emploi".

" Toute considération concernant la question de la protection des droits de l’homme au Sahara Occidental doit partir de l’affirmation que le peuple sahraoui possède, sur la base du droit international général, le droit à l’autodétermination, le droit de disposer de lui-même et de choisir librement son destin" a-t-elle ajouté.

"Toute tentative allant en sens contraire serait légalement nulle et ne pourrait avoir aucun effet juridique", a-t-elle souligné, estimant que "l’exercice préalable du droit à l’autodétermination est nécessaire au respect de tous les autres droits de l’Homme et des libertés fondamentales du peuple sahraoui".

Message de félicitations du président de la République à son homologue algérien


Bir Lehlu, Le président de la République et le Secrétaire général du Front Polisario, Mohamed Abdelaziz, a adressé dimanche un message de félicitations à son homologue algérien, Abdelaziz Bouteflika, à l'occasion del Aid Al Mawlid Annaboui Asharif (anniversaire du prophète Mohammed).

Le Président de la République a exprimé, en son propre nom et au nom du peuple sahraoui, ses chaleureuses félicitations et ses meilleurs voeux à son homologue algérien, Abdelaziz Bouteflika, lui souhaitant de santé et de bonheur et au peuple algérien frère, plus de progrès, de prospérité et de développement.

Le président de la République reçoit un message de félicitation du son homologue algérien à l’occasion d’Aïd El Maoulid


Chahid El Hafed, Le président de la République, Mohamed Abdelaziz a reçu lundi un message de félicitation du son homologue algérien, Abdelaziz Bouteflika à l’occasion de la célébration par la nation islamique d’Aïd El Maouloud (naissance du prophète, Mohamed).

Le président algérien a exprimé en son nom personnel, au nom du Gouvernement et du peuple algériens, les chaleureuses félicitations et les meilleurs voeux au peuple sahraoui, implorant le Tout Puissant que cet événement se répète sur le monde arabe et islamique avec plus du progrès et de prospérité.

Les étudiants sahraouis à Agadir réitèrent leur attachement au droit à l’autodétermination


Agadir (sud du Maroc), Les étudiants sahraouis à Agadir (sud du Maroc) ont réitéré, dimanche leur attachement au droit inaliénable du peuple sahraoui à l’autodétermination et au Front de Polisario, comme unique et légitime représentant du peuple du Sahara Occidental, a indiqué un communiqué parvenu à SPS.

Les étudiants sahraoui ont également exprimé leur solidarité avec les prisonniers politiques sahraouis, dont certains d’entre eux mènent une grève de la faim dans prisons marocaines, appelant à la libération immédiate de ces prisonniers et à faire toute la lumière sur le sort des prisonniers de guerre et des disparus sahraouis depuis le début de l’occupation marocaine du territoire.

Ils ont en outre dénoncé l’intervention sauvage contre les chômeurs et les fonctionnaires sahraouis à Assa (sud du Maroc), interpelant la communauté internationale à ouvrir une enquête juste sur l’assassinat des deux étudiants sahraouis, Baba Khaya et El Housein Lektif, qui ont trouvé la mort à une gare routière en décembre dernier à Agadir (Sud du Maroc).

Enfin, ils ont exprimé leur solidarité avec la jeune Hayat Rguiebi qui a été violée récemment par des agents de la police marocaine à la ville d’El Aaiun occupée.

Le président de la République souhaite que le Maroc saisisse les efforts actuels pour la paix au Sahara Occidental


Chahid El Hafed, Le président de la République, Mohamed Abdelaziz a exprimé son souhait de voir le Maroc saisir les efforts actuels déployés par l’ONU pour l’avènement de la paix au Sahara occidental, au cours d’une interview au quotidien algérien El Khabar, publié dans son édition de dimanche.

"Le peuple sahraoui continue sa lutte pour la liberté et l’indépendance, quelque soient les sacrifices", a déclaré, M. Abdelaziz, souhaitant que les efforts du nouvel Envoyé personnel du SG de l’ONU pour le Sahara occidental, Cristopher Ross, aboutiront à "une solution juste et durable à la question sahraouie".

"L’Etat sahraoui existe à travers ses établissements, son armée bien organisée, ses excellentes relations diplomatiques avec plus de 80 pays dans le monde et un peuple fermement uni et attaché à son droit inaliénable à l’autodétermination", a-t-il ajouté.

Le président de la République a précisé que "33ans de la résistance ont démontré au niveau international que la question du Sahara occidental est une question de décolonisation et non pas un problème régional entre l’Algérie et le Maroc comme le prétend la propagande marocaine" et sa solution réside à permettre au peuple sahraoui l’exercice de son droit à l’autodétermination, dont l’ONU assume pleinement la responsabilité".

D’autre part, M. Abdelaziz a dénoncé la répression marocaine contre les citoyens sahraouis dans les territoires occupés du Sahara occidental et le pillage par le Maroc des ressources naturelles.

Il a dans ce contexte, salué le rapport du Haut Commissariat des Nations Unies aux Droits de l’Homme et plus récemment l’organisation américaine, Humain Right Watch (HRW) qui avait indique dans son rapport de décembre dernier sur la situation des droits de l’Homme au Sahara occidental et dans les camps de réfugiés sahraouis, que "le Maroc viole les droits à la liberté d'expression, d'association et d'assemblée au Sahara occidental".

En fin, le président de la République a interpelé l’ONU pour l’élargissement des compétences de la MINURSO à la protection et au contrôle des droits humains dans les territoires occupés du Sahara occidental, à exercer des pressions sur le Maroc pour l’amener à stopper la répression contre les citoyens sahraouis et à se conformer à la légalité internationale, a-t-il conclut.

La politique expansionniste du Maroc met en péril la paix en Afrique (diplomate sahraoui)


Chahid El Hafed, L'ambassadeur de la République arabe sahraouie démocratique (RASD) auprès la Tanzanie et Maurice, Brahim Salem Bousseif a indiqué jeudi que "le la politique expansionniste du Maroc met en péril la paix en Afrique", dans une interview exclusive au quotidien tanzanien, The Citizen.

"L’Afrique du Nord a besoin de paix et de stabilité pour le développement de la région, qui ne sera pas le cas jusqu'à ce que le peuple sahraoui sont autorisés à exercer leurs droits légitimes", a-t-il dit.

S’agissant du rôle du nouvel émissaire du secrétaire général de l'ONU au Sahara occidental, M. Christopher Ross, le diplomate sahraoui espère qu'il "mettra en œuvre ce qui a été décidé par le Conseil de sécurité en vue de la tenue d'un référendum d'autodétermination du peuple sahraoui pour la décolonisation du Sahara Occidental".

"Le manque de pression, notamment de la part du Conseil de sécurité, encourage le Gouvernement du Maroc à défier la légalité internationale", a-t-il déploré.

Il a également souhaité que la nouvelle administration des USA contribuent au renforcement de la crédibilité des Nations Unies pour résoudre la question du Sahara occidental, en insistant à "permettre au peuple sahraoui de s'exprimer sur son avenir".

D'autre part, le diplomate sahraoui a souligné que, "malgré la politique marocaine de la terreur et de répression, la résistance sahraouie est en pleine croissance". "Cette résistance (intifada) est menée par des jeunes, nés sous l'occupation marocaine" , qui rejettent l’occupation marocaine et refusent tout simplement d'être Marocains", a-t-il conclu.

Semaine de sensibilisation sur la question du Sahara occidental au Collège Mount Holyoke (États-Unis)


Chahid El Hafed, Une semaine de sensibilisation autour de la question du Sahara occidental à l’initiative des étudiants au Collège Mount Holyoke (États-Unis), sera organisée du 9 au 11 mars prochain.

Parmi les invités à cet évènement le réalisateur, Carlos Gonzalez, qui présentera une conférence et une projection de son documentaire intitulé "les enfants des nuages", sur la situation des droits humains dans les territoires occupés du Sahara occidental, lundi prochain au Collège, Mount Holyoke.

M. Conzález, avait été détenu et interrogé pendant huit heures par la police marocaine à la capitale occupée du Sahara occidental (El Aaiun), en raison de sa possession d’une camera.

Le professeur de sciences politiques et de relations internationales à l'Université de San Francisco, Stephen Zunes, animera lundi et mardi une conférence sur le Sahara occidental occupée illégalement par le Maroc depuis plus de 35 ans.

M. Zunes publiera prochainement en collaboration avec l’auteur Jacob Mundy un livre sur la question du Sahara occidental: le nationalisme, les conflits et la responsabilité de la communauté internationale dans la décolonisation du territoire sahraoui.

D'autre part, les groupes Acapella de Smith, Mt. Holyoke et Amherst Collège, organiseront mercredi prochain, un concert dans le cadre de la collecte des fonds pour la création d’une bibliothèque dans les camps de réfugiés sahraouis.

Les libertés fondamentales continuent d’être violées au Sahara Occidental (FSM)


Genève, La Fédération Syndicale Mondiale (FSM) a déclaré que les droits de l’homme et les libertés fondamentales continuent d’être violées au Sahara Occidentale, en marge de la présentation, vendredi, au Palais des Nations Unies à Genève, du rapport du Groupe de travail sur la détention arbitraire.


"La détention arbitraire, la torture, l’intrusion dans les domiciles et l’utilisation abusive de la violence vont de pair avec les restrictions imposées aux défenseurs sahraouis des droits de l’homme et sur la liberté d’expression et de manifestation", a déploré le défenseur sahraoui des droits humains, Daha Rahmouni, qui intervenait au nom de FSM.


Le défenseur sahraoui a expliqué que l’association sahraouie des victimes des violations des droits de l’homme (ASVDH) dont il est membre est interdite et ce, malgré les multiples demandes d’enregistrement présentées aux autorités marocaines.


Une délégation comprenant des défenseurs sahraouis des droits humains et le Secrétaire général de l’Union des juristes sahraouis, Abba El Haissan, prend part actuellement aux travaux de la 10ème session du Conseil des droits de l'homme qui se tient du 02 au 27 mars 2009 à Genève, en Suisse.


Outre les diverses rencontres prévues en marge de cette session, les défenseurs sahraouis feront le point sur la situation au Sahara Occidental lors d’une conférence sous le titre "Les forces onusiennes et la protection de la population civile au Sahara Occidental" qui aura lieu jeudi prochain à la salle de Conférence du Centre international de Varembé à Genève.


Cette conférence devrait aider à mieux comprendre la situation des droits de l’homme au Sahara Occidental et dialoguer sur les moyens à utiliser pour élargir le mandat de la MINURSO à la protection des populations civiles sahraouies dans les territoires occupés et arrêter un calendrier pour l’organisation d’un référendum juste et équitable permettant au peuple sahraoui de décider librement de son avenir.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Associação Portugal-Sahara Ocidental quer afirmar direito à autodeterminação de Povo Saharaui



Cidadãos e intelectuais renovam solidariedade

Várias dezenas de cidadãos de diferentes profissões e muitos intelectuais, políticos e sindicalistas decidiram renovar e institucionalizar a solidariedade com o povo da antiga colónia espanhola do Sahara Ocidental, território que se mantêm sob ocupação marroquina e que as Nações Unidas têm a responsabilidade de fazer respeitar a livre vontade do Povo Saharui quanto ao seu futuro.



O acto constitutivo da Associação Portugal-Sahara Ocidental terá lugar no próximo dia 12 de Março, Quinta-Feira, pelas 18 horas, no ESPAÇO TIMOR, na Rua de São Bento, junto à Assembleia da República.



Segundo os fundadores da nova associação, a escolha do local não foi casual, dado que « a melhor maneira de mostrar a grave situação em que se encontra o Sahara Ocidental – um território bem próximo de Portugal – é compará-la com a que se viveu em Timor-Leste entre 1975 e 1999». Isto porque – segundo afirmam - em Portugal muito pouco se sabia sobre Timor-Leste até ao massacre no cemitério de Santa Cruz, ocorrido em Novembro de 1991, mas nada ou quase nada se sabe sobre o Sahara Ocidental e as violações dos direitos humanos ocorridas no território sob ocupação de Marrocos».



A Associação Portugal-Sahara Ocidental, segundo revela o seu enunciado de propósitos, pretende ser «uma plataforma descentralizada e aberta a todos aqueles cidadãos portugueses que querem ver respeitado o princípio do direito à autodeterminação do Povo Saharui, independentemente das opções políticas, confessionais ou clubísticas de cada um».



«Os momentos finais da ocupação em Timor Leste – afirmam – veio mostrar-nos que, em Portugal, há causas que podem unir todos os democratas, quando a cidadania e o direito à autodeterminação dos povos são usurpados e a violência pretende esmagar aqueles que querem expressar o seu direito á Liberdade e à Independência»



Outras vertentes de trabalho que a Associação Portugal-Sahara Ocidental pretende desenvolver são, entre outras, «o intercâmbio cultural entre os dois povos, a ajuda médica e humanitárias às populações que vivem nos campos de refugiados no sul da Argélia e nos territórios libertados, a organização em Portugal de famílias de acolhimento a crianças saharauis que passem férias no nosso País, a implementação de cursos de formação académica e profissional a jovens estudantes e trabalhadores do Sahara Ocidental».

A Saharawi girl victim of rape by Moroccan police tells her story

A Saharawi girl victim of rape by Moroccan police tells her story


Saharawi young girl, Hayat Rguiebi, (16 years old) lately gave her testimony about the rape she was victim to when a group of Moroccan police agent arrested her.

The young girl said the criminals arrested her, took her outside the occupied city of El Aaiun, ill-treated her, raped her and took photos of her naked body, threatening her that they will publish these photos if she tells anyone about the crime.

The Saharawi young girl was so brave to openly testify on the crime, especially that the Moroccan authorities put pressures on her family so as to keep silent.

The Moroccan Medias, in particular the Moroccan Press Agency (MAP), denied the crime, and pretended the Saharawi reports about the crime were fake. This is what the victim completely contradicts, since she affirmed that she was really raped and ill-treated.

The victim says in her testimony that when she denied the accusations of the Moroccan policemen, they tore her clothes, started kissing her violently, and raped her putting their truncheon in her back.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Un parti politique espagnol appelle le Gouvernement à reconnaître officiellement la RASD


Madrid, Un parti politique espagnol, l’Union progrès et démocratie (UPD), de l’ancienne dirigeante socialiste, Rosa Diez, a appelé de nouveau le Gouvernement espagnol à "reconnaître officiellement" la République arabe sahraouie démocratique (RASD), à l’occasion de la célébration dernièrement du 33e anniversaire de sa création.

"L’UPD, en accord avec les différentes résolutions du Conseil de sécurité de l’ONU, reconnaît le Front Polisario comme seul et légitime représentant du peuple sahraoui et, au regard de l’absence de volonté de la part du Maroc à organiser le référendum d’autodétermination du territoire, demande une fois de plus au gouvernement espagnol de reconnaître officiellement la RASD", souligne ce parti dans un communiqué.

Tout en rappelant la "dette historique" de l’Espagne à l’égard du peuple sahraoui, l’UPD demande au Gouvernement de José Luis Rodriguez Zapatero de "mettre fin à l’ambiguïté rhétorique" dans sa politique concernant la question du Sahara occidental.

Dans ce sens, il l’a appelé à "passer des bonnes intentions aux faits concrets, à ne soutenir aucune solution du conflit qui ne tienne pas compte du droit du peuple sahraoui à son indépendance, à dénoncer les violations des droits de l’homme dans les territoires sahraouis occupés, à ne pas utiliser la cause sahraouie comme monnaie d’échange dans ses relations avec le Maroc et enfin, à exiger la tenue d’un référendum d’autodétermination" dans cette ancienne colonie espagnole.

Cette formation politique a exigé également du Maroc "la mise en œuvre du Plan de paix de 1991 qu’il avait accepté avec le Front Polisario sous l’égide de l’ONU et le respect des résolutions onusiennes appelant à l’organisation d’un référendum d’autodétermination libre et régulier du peuple sahraoui".

L’UPD, qui a adressé par ailleurs ses "plus chaleureuses félicitations" au peuple sahraoui qui vient de célébrer le 33e anniversaire de la création de la RASD, a exprimé son espoir que "tôt ou tard l’ensemble de la communauté internationale reconnaisse l’indépendance du Sahara occidental à l’instar des Nations libres", conclut le communiqué.

Western Sahara awareness week at Mount Holyoke College


Saharawi student, Senia receiving awards from her College in US last February

The Western Sahara Project, a student initiative at Mount Holyoke College (US), will organize an awareness week on Western Sahara from March the 9th to 11th.

The organisers will host two speakers, Carlos Gonzalez, L.A.-based film director, and Stephen Zunes, professor of Politics and International Relations at the University of San Francisco, and Chair of the program in Middle Eastern Studies, who will present, on Monday 9th and Tuesday 10th respectively, lectures about the conflict.

On the other hand, three acapella groups from Smith, Mt. Holyoke and Amherst College, will perform, in the final show on Wednesday (11th), a concert as part of a fundraising effort for a library that will be created in the Saharawi refugee camps. The Library building project is engineered by Mt Holyoke students Senia Bachir-Abderahman and Nina Nedrebo.

Senia Bachir-Abderahman was awarded, last February, three prizes at the Mount Holyoke Student Awards Ceremony for her work in promoting the Saharawi cause.

The awards included the Kelly Sotille Award for Community Service, the McCulloch Center for Global Initiatives Global Engagement Award and the Weissman Center for Leadership Award for Excellence.

Senia hopes, above all, the Saharawi cause will become known to people that can do something to prevent oppression and limitation of the rights of the Saharawis in the occupied territories of Western Sahara.

Carlos Gonzalez will present a talk and film screening of his own documentary called “Children of the Clouds,” about the human rights situation in the occupied territories of Western Sahara, on March 9, 2009, 7-8.30 pm, Cleveland L-3, Mount Holyoke College.

In the past few years, many Saharawis especially youth and students have been subject to systematic human rights violations committed by the Moroccan authorities simply because they demanded a basic human right; self-determination. Unfortunately, very few people have been able to cover the actual situation as reporters and González is one of the few.

While in El Aaiun, the capital city of Western Sahara, Conzález was detained and interrogated for eight hours by the Moroccan police once they found cameras in his possession. (see www.childrenoftheclouds.com)

On his side, Stephen Zunes is a professor of Politics and International Relations at the University of San Francisco where he chairs the program in Middle Eastern Studies. He will present a lecture about Western Sahara’s occupation under Morocco, and the thirty-five year conflict that has called International Law, its legitimacy, and its global value into serious question.

Principal editor of Nonviolent Social Movements Blackwell Publishers, 1999), the author of the highly-acclaimed Tinderbox: U.S. Middle East Policy and the Roots of Terrorism (Common Courage Press, 2003), he has a forthcoming book on the topic, Western Sahara: Nationalism, Conflict, and International Accountability (co-author with Jacob Mundy). A recipient of a National Endowment for the Humanities Fellowship on Middle Eastern and Central Asian Studies at Dartmouth College and a Human Rights Fellowship at the Center for Law and Global Justice at the University of San Francisco, Dr. Zunes has made frequent visits to the Middle East and other conflict regions, where he has met with top government officials, academics, journalists and opposition leaders. (For more information, see www.stephenzunes.org).

As part of the awareness of Western Sahara week in March special project, Amherst’s Route 9, Smith’s Vibes, and Mount Holyoke’s V8s will perform an a capella. The event will be priced at 2 dollars, to fundraise for a library building project in a largely neglected refugee camp in South-West Algeria, where there are hundreds of thousands of refugees waiting for the country of Western Sahara to be granted its independence.

Events are sponsored by the Weissman Center for Leadership, the McCulloch Center for Global Initiatives, the MHC History Department, the UMass History Department, V8s, Youth Action International, Amnesty International, the Five College Program in Peace and World Security Studies, and the Five College Program in African Studies.


Polisario could resume war in Western Sahara

TANZANIA CITEZEN


The ambassador of the Saharawi Arab Democratic Republic (SADR) or Western Sahara to Tanzania and Mauritius, HE Brahim S. Buseif granted an exclusive interview to Staff Writer Mboneko Munyaga about the struggle for freedom in his country, a former Spanish colony now occupied by Morocco.

Question: Can you tell us how serious human rights violation is in the occupied part of Western Sahara?

Answer: Since the Moroccan invasion in 1975, the Saharawis were imprisoned by the thousands for their resistance and rejection of the occupation. Hundreds died in Moroccan jails due to torture and the horrible prison conditions. As of now, there are more than 500 civilians still missing and 151 prisoners of war.

They disappeared after they were taken by the Moroccans and nothing is known about their fate. Morocco imposes a news blackout in the occupied territory.

Journalists and international observers are not allowed in, therefore all those atrocities and violations are unknown to the outside world.

However, despite the policy of terror and repression, the resistance is growing. Most heartening is that it is carried out by young people, born under Moroccan occupation. The young generation simply refuses to be Moroccans and that is the biggest ammo of our struggle and signature to our legitimate demands.

The Spanish colonial authorities failed in their attempts to frighten and intimidate our people’s will to achieve freedom and independence. The Moroccans will never succeed either.

Q. Do you see fighting against Morocco resuming if the international community fails to negotiate a peaceful resolution of the Western Sahara problem?

A. We hope that the new envoy of the United Nations Secretary General to Western Sahara, Mr Christopher Ross will implement what has been decided by the Security Council in order to settle the conflict between the Moroccan government and the Saharawi people, that is to say: the holding of a referendum for self-determination of the people of Western Sahara and accomplish the decolonisation process.

In 1991, we accepted the ceasefire with Morocco in the hope and understanding that the international community would help us achieve a negotiated settlement. But, we will not stay arms folded and let the Moroccans oppress our people and plunder our country’s wealth.

Q. So you would resume fighting?

A. Of course. It is not our preferred path but if it is forced on us, we have no other choice.

Q. A spokesman of the Moroccan government has been quoted as saying the new UN Secretary General’s envoy to Western Sahara, Mr Christopher Ross, should start where his predecessor, Peter van Walsum left off. What exactly does that mean?

A. The Moroccans are afraid of the referendum. They fear anything democratic. The Moroccan government is merely attempting to create confusion. Mr Walsum once expressed a very personal opinion alluding to something like International Law "supports the claim by the Polisario Front. But, since the (UN) Security Council is not willing to put pressure on Morocco to leave the territory, then the Saharawis should accept what the Moroccans are offering."

That statement contradicts a cardinal UN principle, the right to self-determination. It also appeared to condone the illegal occupation of our country by Morocco, which is again against the UN Charter. The UN Secretary General rejected the careless proposal and Mr Walsum was actually dismissed in August last year because of that statement.

Q. Morocco proposes autonomy for Western Sahara. Would the Polisario Front accept that?

A. But that is a fallacy! Western Sahara has never been a part of Morocco or any other country in that part of Africa. What is meant by the so-called autonomy, analogically speaking, is similar to a robber who also occupies your home and when taken before a judge, he arrogantly says: "I am only ready to rent him a room at a reasonable price!!" And, that is the man who raped your daughters, killed your sons and humiliated both you and your wife?! No.

Autonomy is simply an attempt to hide the crimes that have been committed against our people. Only a free and fair referendum will end the conflict. Any other attempt to ignore the right of the Saharawi people to self-determination is doomed to fail.

Q. As journalists, we are interested in the fate of a fellow journalist, Mustapha Abd Daiem, who is held in Moroccan jails. What is the latest on efforts to have him released?

A. There is a campaign that has been launched by the US Branch of Amnesty International and other efforts by the Danish Support Committee for the Saharawi people to free him. Unfortunately, he is not the only one in jail. At present more than 50 human rights activists are in Moroccan prisons.

Q. Morocco clearly ignores all UN resolutions for self-determination of the people of Western Sahara. What do you think gives it that audacity?

A: Unfortunately, the lack of pressure from the Security Council gives audacity to and encourages the Government of Morocco to continuously defy and ignore international law and opinion. That was the true spirit of Mr Peter Van Walsum’s argument although his conclusion was clearly wrong and repulsive to civilised conduct of international politics.

Q. What would you like Africa to do more to help the people of Western Sahara?

A. We are very proud of Africa. From the very beginning, African countries and our brothers and sisters on the continent, rejected the aggression of Morocco. The Saharawi Arab Democratic Republic (SADR) is a member of the African Union.

Q: The whole world is excited about the new American leadership. What are your expectations from the Obama administration?

A: We expect those who’s dream has come true to help us also fulfill ours. And, don’t get me wrong here. I don’t mean just for the African-Americans.

I mean for all the American people because Dr Martin Luther King was a great American. All we are asking is the opportunity and freedom for our people to express their will. America can help make it happen because that is the American Dream.

We hope the new government will contribute to the strengthening of the United Nations capacity to resolve the problem.

Q: Any other comment?

Morocco’s expansionist policy jeopardises peace in Africa, something that the continent should be wary about.

At one time, Morocco also had had territorial claims against Mauritania, Algeria and Mali besides Western Sahara. It did that knowing it was a founding member of the then Organisation of African Unity (OAU), which declared to hold as sacred borders inherited from colonial powers.

The founding fathers were very wise people. Otherwise, our beautiful continent would have been a boiling pot of troubles because the colonialists drew state boundaries arbitrarily. We believe Africa is one but for the time being, specific peoples have their specific corners, which should be respected.

North Africa needs peace and stability for the region to develop. Unfortunately, that will not happen until the Saharawi people are allowed to exercise their legitimate rights.

The Security Council of the United Nations should compel Morocco to abide by international law. One last thing is that the liberation of Africa has not been completed.

Unfortunately, one African country now occupies another, long after the liberation of South Africa in 1984, which ended internal minority rule. Morocco therefore, cannot be given kid’s gloves treatment as it continues to occupy our country.